Resenha: A Garota Que Eu Quero, Markus Zusak

Daniel Pereira

Autor: Markus Zusak            Editora: Intrínseca  Páginas:  176               Ano:  2013

Classificação  ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

“— Existe alguma coisa que você já tenha desejado fazer com perfeição?
— Um coisa que gostaria de ser perfeito? Amar você. Eu gostaria de amar você de forma perfeita.”

Muita gente não sabe, mas este é o terceiro volume de uma série que conta histórias sobre a família Wolfe. Ao manuseá-lo dentre os demais livros de uma prateleira, não é possível saber que se trata de uma trilogia, pois não há indícios na capa do livro que o correspondam. Temos “O Azarão”, lançado em 2012 e “Bom de Briga” em 2013, ambos pela Bertrand Brasil. Particularmente, não achei muito sugestiva as capas dos mesmos, mas adorei a de “A Garota que Eu Quero”. Infelizmente não tive a oportunidade de lê-los. Estou com uma infinidade de livros na minha listinha de espera.

Nosso personagem principal e narrador é o tão sonhador Cameron Wolfe, um garoto muito solitário que fantasiava sobre garotas constantemente. Tinha uma vida tediosa. Apenas sobrevivia, como ele mesmo afirmou. Seu melhor amigo era seu irmão, Rube. Tinham quase a mesma idade. Embora os dois fossem melhores amigos, não tinham muito em comum. Rube tinha vários amigas e também inúmeras garotas com quem sair, já Cameron era o oposto. Gostava de ir a casa de seu outro irmão mais velho, Steve, para conversar. Com ele se sentia mais confortável, porque achava Rube tão genial que vez ou outra se sentia inferior, indigno. Rube sempre namorador, a cada semana aparecia com uma garota. Cameron, explicitamente, não aprovava essa atitude. O que ele mais desejava era apenas uma garota com quem ele pudesse se afogar, apenas uma garota que se interessasse por ele, apenas uma mesmo. Enquanto isso não acontecia, encontrava conforto nas palavras.

Certo dia, Rube apareceu com uma namorada chamada Octavia Ash,. Ela era artista de rua. Tocava gaita. Tinha os olhos esverdeados. Cameron sabia que era só uma questão de tempo para Rube terminar com ela. “Uma semana. Talvez duas”, como ele próprio disse.

“Eu nunca a vira sorrir daquele jeito quando estava com o Rube, e torci para ser um sorriso que ela nunca tivesse dado a nenhum outro ser vivo.”.
Cameron

Houve uma ocasião em que sua irmã mais velha, Sarah, levara um “fora” de um sujeito maltrapilho e seus irmãos, ele e Rube, queriam matá-lo por ter deixado Sarah em um estado muito desgostoso. Agora, Rube é como se estivesse no lugar desse cara e parecia não se incomoda com isso. Talvez nem seu subconsciente o fez se lembrar. Sinal de que estava muito bem.

Como era de se esperar (e também está claramente descrito na sinopse), Cameron se apaixona inteiramente por Octavia. Uma paixão ofuscada pelo então incansável desejo de repouso. Ela o reconfortou enquanto o menino procurava outro lugar para descanso. Ele assim a escolhera para se afogar diante de todo aquele abismo. Os dois encontraram-se um ao outro. Por um lado, foi bom para que Cameron se soltasse mais e por outro nem tão aprazível assim, pois o que sentia por ela era quase que uma obsessão. Logo após o primeiro encontro dos dois, o garoto já havia imaginado mil coisas com ela. Mas tudo indica que Cameron havia saciado a sua “fome”.

“ ‘Eu tenho fome, Steve’.
E, depois disso, fechei a porta.
Não a bati.
Não se atira em um cachorro que já está morto”.
Cameron

A Garota que Eu Quero pode ser lido tranquilamente por aqueles que não acompanharam a história desde o início. Sua escrita é de fácil compreensão e agradável. Embora o sucesso do mesmo autor, A Menina que Roubava Livros, tenha sido excepcional, o mesmo não se aplica para este. A ênfase que deve ser dada e não esquecida é como o personagem principal reage antes e depois do primeiro amor. O assunto abordado é bem rudimentar, mas ainda sim concede a intromissão adentramento nessa história.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

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Resenha: Cartas de Amor aos Mortos, Ava Dellaira

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Autor: Ava Dellaira        Editora: Seguinte        Páginas: 344                     Ano:  2014

Classificação 4 ⭐️ 🚍

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Sinopse

” Prestes a começar o ensino médio, Laurel decide mudar de escola para não ter que encarar as pessoas comentando sobre a morte de sua irmã mais velha, May. A rotina no novo colégio não está fácil, e, para completar, a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa a escrever em seu caderno várias mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop… sem nunca entregá-las à professora.
Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era – encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um – é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.”

“…Desde que ela morreu, tem sido difícil ser eu mesma, porque não sei exatamente quem sou…”  

Na verdade não sei se estou preparada para fazer resenhas, pois ainda não aprendi a lidar com a raiva.

É isso mesmo! Eu fico com raiva de todos os personagens quando o livro acaba, e da autora e do próprio livro também…rsrs
Eu só queria que ele fosse infinito e continuasse a me contar a história daquelas pessoas, é pedir muito?! (acho que sim, mas tudo bem!)

Enfim Laurel é uma adolescente que acabou de perder sua irmã mais velha, sua melhor amiga, sua inspiração eu acho. 
Ainda por cima, seus pais estão separados, sua mãe simplesmente foi embora, fugindo da responsabilidade de cuidar da filha mais nova e ela tem que se revezar entre a casa do pai e da Tia Amy.

Ela está começando o ensino médio, numa escola nova, onde não conhece ninguém, até que sua professora de inglês pede um trabalho, Laurel terá que escrever uma carta para alguém que já morreu..

E é aí que a história começa, ela usa grandes ícones da música, poesia, entre outras pessoas que ela admira para falar o que sente e ela simplesmente não consegue entregar o trabalho, e vai se entregando cada vez mais a essas cartas, pois é somente com elas que Laurel consegue se expressar.

No começo fiquei com raiva dela porque ela não fala o que aconteceu com a irmã e sente culpa, então você fica imaginando milhões de coisas, mas depois eu até que entendi o lado dela. 

Laurel era apenas uma adolescente meu Deus!

Uma menina que achava que sua mãe a tinha abandonado, que vê seu pai entregue a tristeza por conta da filha que perdeu.
Eu enxergava ela como uma menina solitária, mas o que me deixava mais nervosa é que ela era solitária porque queria, pois se ela falasse para alguém o que escrevia nas cartas, todos entenderiam…

É claro que Laurel acaba fazendo amigos na nova escola, e cada um deles de alguma forma a influência e a ajuda sem querer a lidar com tudo isso.

Fiquei apaixonada por Hannah e Natalie, suas duas melhores amigas, Tristan, Kristen, os doidos que achei que a levariam para o mau caminho e Sky seu amor secreto.

Fiquei com raiva de May, sua irmã mais velha, poxa ela deveria mais que ninguém protegê-la…
Bom deixa eu parar se não vou acabar contando a história toda’ hahaha

“…Não sei por quê, mas, nesse ligar cheio de desconhecidos, fico feliz que Sky e eu estejamos respirando o mesmo ar. O mesmo ar que May respirou…” – Laurel
…”Então quando conseguimos dizer as coisas, quando conseguimos escrever as palavras, quando conseguimos expressar a sensação, talvez não estejamos tão indefesos” – Laurel

É uma leitura apaixonante, de fácil entendimento, com várias celebridades, (eu não conhecia algumas e procurei no google), acho que quando você vê o rosto da pessoa para quem Laurel está escrevendo as cartas fica mais fácil de mergulhar na história.

Mais do que qualquer coisa, esse livro me fez sentir que temos que aproveitar cada dia com as pessoas que amamos, pois de uma para outra elas, ou até nós mesmos podemos ir para sempre e só restarão as lembranças, a saudade, o que deveríamos ter feito e não fizemos.

Aproveitem a leitura!

assinatura natalia

 

Resenha: Como eu era antes de você, Jojo Moyes

como eu era antes de você

Autor: Jojo Moyes       Editora: Intrínseca      Páginas: 320                Ano: 2013 

 Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

 “Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

 – Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.” – Will

Nossa difícil dizer minha opinião sobre um livro que passou como um furacão e deixou vários estragos..li em uma semana, e isso foi o suficiente para vários sentimentos tomarem conta de mim e eu nem estava de tpm!

É uma história bonita, triste, romântica, sensível, com um final que me espantou e que vai te prender do inicio ao fim. E posso dizer que não estava preparada para o estava por vir…

Will e Clark são pessoas tão diferentes que parece impossível eles terem se entendido. A química e simplicidade entre os protagonistas vai fazer com que você se apaixone, sorria e sofra junto com eles.

Comentei tanto sobre o livro enquanto lia, que sem querer, três pessoas se interessaram e vão ler também!

Vamos lá,

Clark trabalha em um café a tanto tempo que eu nem lembro agora pra te contar, mora com os pais, o avô,  a irmã e o sobrinho, eles são uma família bem típica, o pai trabalha a anos em uma fabrica e vive sob uma pressão constante achando que será demitido por causa da idade, a mãe é dona de casa e cuida do avô que sofreu um derrame, a irmã saiu da faculdade por causa da gravidez e hoje trabalha em um floricultura, eu não lembro de terem falado onde está o pai da criança…

Ah, Clark namora Patrick a seis anos e por incrível que pareça nunca falaram sobre casamento ou morar juntos. Patrick está mais interessado com o próprio corpo e com a maratona que vai participar do que com a namorada, e Clark é tão songa monga que não se importa com a falta de interesse do namorado.

Bom, o salário de todos é essencial para as contas da casa e quando o café onde Clark trabalha encerra as atividades ela se vê desempregada e sem nenhuma qualificação, o que leva a um certo “desespero” financeiro na família.

Quando surge a vaga de cuidadora temporária, Clark é relutante. Ela não sabe cuidar do avô, quem dirá “limpar a bunda de um estranho”, mas acaba aceitando pois o salário é bem acima da média, e praticamente a vaga é para ser  “babá”, para fazer companhia e ficar de olho no paciente. 

“Seu corpo era apenas uma parte do pacote completo, algo para se lidar de vez em quando, em intervalos, antes de voltarmos a conversar. Para mim, tinha se tornado a parte menos interessante dele” – Clark.

Will, o paciente e novo patrão de Clark, é um homem de 35 anos, muito bonito e que ficou tetraplégico em um acidente a dois anos atrás. Antes do acidente Will era CEO de uma empresa, um executivo muito competente e que vivia a vida com muita intensidade, sempre viajando, conhecendo coisas novas, praticando vários esportes…e o acidente acabou com a vontade de fazer qualquer coisa, até mesmo de viver.

O inicio do relacionamento com Will é bem complicado, já que ele não aceita essa atual condição e trata a todos com muita arrogância. Mas aos poucos os dois se aproximam e se tornam grandes amigos, inclinados a um algo mais. E essa amizade/amor transforma a vida deles, de um jeito muito especial eles aprendem uma valiosa lição e tudo muda…para sempre.

“– Não posso ser o homem que quero ser com você. (…) isso apenas se transforma… em outro lembrete do que não sou.” – Will

Durante a leitura eu senti raiva da Clark, ela não tem sonhos, projetos, interesses… para ela as coisas estão boas do jeito que estão, e assim ela vai levando a vida. A irmã é retratada como a inteligente da família, já que foi a única a ir para a faculdade. Constantemente Clark é afrontada com isso e por incrível que pareça ela aceita e não se ofende, o namorado está cagando e andando para ela, e ela não faz nada, é muito acomodada. Sabe, deu vontade de dar uns tapas nela.

Senti raiva da mãe do Will, ela coloca tanta pressão em Clark como se fosse a única responsável em trazer de volta a vontade de viver dele.

Também senti vontade de bater em Will, principalmente no fim do livro…mas ao mesmo tempo penso o que faria se fosse comigo ou com alguém próximo…é complicado mesmo. Mas foi o personagem que mais me identifiquei, ele é sarcástico, mal-humorado e instiga Clark a procurar um sentido para vida, ele faz de tudo para tira-la da zona de conforto.

“É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente.” – Will

É uma leitura recomendável, ela vai mexer com você com certeza, vai te fazer refletir sobre sua vida, vai te fazer chorar e se apaixonar.

Se você já leu, me conta o que achou!

Se não leu, tá perdendo tempo!

Beijo, outro tchau!

assinatura nova ana