Resenha: Para Onde Ela Foi, Gayle Forman

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Autor: Gayle Forman    Editora: Novo Conceito Páginas: 240                Ano:  2013

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos , e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado. Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.

” – A Sra. Hall gostaria que o senhor fosse aos bastidores “

Esses dias eu fiquei pensando sobre histórias que nos fazem sofrer…como Eleanor e Park e Como eu era antes de você. Ahh que raiva dos escritores! As pessoas tem sentimentos sabiam! Vamos pegar leve!  💜 🔫

A leitura de Se eu ficar foi difícil, mas a sequencia… meu coração doía em cada página. Como o amor pode machucar tanto?! 😭 E o que me deixa mais irritada é que esse tipo de leitura nem é a minha praia, porque eu inventei de ler?

E o Adam…ahhh Adam, você me fez suspirar, me apaixonar, sentir raiva e querer te abraçar! 😏 Seu lindo!

Para onde ela foi se passa três anos depois do acidente com a família de Mia Hall e é narrada pelo ponto de vista do Adam. Na história, Mia está morando em Nova Iorque, recém formada na Julliard e com uma turnê agendada,  Adam se tornou um astro do rock com a banda Shotting Star e está fazendo sucesso no mundo inteiro.

Tudo perfeito exceto que eles não estão juntos! Depois do acidente, Mia foi para Julliard e logo em seguida o namoro acabou. Não foi um término oficial, daqueles que a gente fala com todas as letras…foi aquele término subententido e isso arrasou o Adam. É quase palpável o quanto Adam está sofrendo.

E o mais incrível é o que ele fez com essa raiva e dor! Ele a transforma em algo produtivo e lindo! O livro intercala momentos atuais da vida de Adam e lembranças de quando estava com Mia. É a mesma pegada do primeiro livro.

Quando Adam encontra a Mia ao acaso ou não em Nova Iorque, ele luta para se afastar dela já que não quer se afundar mais no vazio que ela deixou. Mas Mia corre atrás dele (literalmente) e o convida para jantar. Sabe o que me irritou mais dessa parte em diante? Foi a Mia agir como se nada tivesse acontecido entre eles. Agindo como se tudo estivesse ok. Nossa que raiva. depois leva na cara e não sabe porque.

Eles então passam a noite toda juntos, jantando, jogando boliche, fugindo dos paparazzi..até que em um momento Adam não aguenta mais e explode com ela! Começa a despejar tudo o que ficou engasgado nos últimos três anos. Nessa parte seu coração vai quebrar em alguns pedaços, é provável que você chore, é provável que você diga alguns palavrões…mas pelo menos você e o Adam vão entender o que os levou aquele ponto. 

” Não foi o que eu disse a ela?…Prometi que eu faria qualquer coisa se ela ficasse, mesmo que isso significasse deixá-la ir?”

Desde o primeiro livro eu me tornei fã do Adam! Ele é maduro, sensível e ama tanto a Mia 😍 . Nessa continuação você mal o reconhece. É como se ele estivesse vivendo a vida de outra pessoa eeeee tudo isso porque? Por causa da Mia. Senti muita raiva dela durante a história, acho que até agora estou com raiva. Senti raiva do Adam por ter ido no teatro assisti-la tocar, senti raiva deles dois conversando sobre estacionamentos e sanduíches…não é ciumes! É o tal do “tomar as dores” sabe?!

” Depois que ela se foi eu fiquei sozinho. Não havia ninguém para ocupar o lugar dela”

O final não poderia ser melhor! Mesmo odiando a escritora e a Mia, acredito que foi merecido. Foi realmente uma lição de amor. 

 Recomendo!

“Mas eu faria de novo. Faria aquela promessa milhares de vezes e a perderia milhares de vezes para tê-la ouvido tocar a noite passada ou vê-la esta manhã à luz do sol. Ou mesmo sem isso. Só para saber que ela estava em algum lugar aí fora. Viva.”

 

” Sei que devo algum tipo de desculpa a você…mas é que palavras, desculpa, sinto muito, são mesquinhas para o que você merece.”

 

” Sua boboca – falei, beijando-a na testa – você não me divide. Você me tem.”

E se vocês quiserem ler  a resenha de Se eu ficar é só clicar AQUI!

E ai vocês já leram? Vão ler?

Conta pra gente!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

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Resenha: Eleanor e Park, Rainbow Rowell

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Autora: Rainbow Rowell        Editora: Novo Século Páginas: 328                              Ano:2014

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

 “A gente acha que abraçar uma pessoa com força vai trazê-la mais para perto. Pensamos que, se a abraçarmos com muita força, vamos senti-la, incorporada em nós, quando estivermos longe. Toda vez que Eleanor ficava longe de Park, sentia sua perda.” Eleanor.

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A história começa dentro do ônibus escolar…ônibus, blog, ônibus, tendeu? tendeu? rs

 Esse livro veio e me deixou de um jeito que não consigo explicar em palavras. A dor que eu senti no fim do livro, foi pior do que a leitura de Como eu era antes de você.

Mas ele também me fez sorrir e  lembrar da época de escola, quando tinha minhas paixonites. Durante a leitura me peguei sorrindo várias vezes, me peguei fazendo “ownnn”, me peguei falando alto..peço desculpas as pessoas no ônibus que me viram fazer isso 😉

A história se passa em 1986 o melhor ano de todos rs, e tem muitas referências da época, como os cabelos, fita cassetes, bandas…durante a leitura eu parava para pesquisar de quem eles estavam falando rs..

O livro começa com Eleanor entrando no ônibus escolar para o primeiro dia de aula. A primeira reação de Park ao vê-la é pensar porque ela se veste daquele jeito, tão ridicula. Ele acaba deixando ela sentar do lado dele por pena e já começa a ficar preocupado com sua reputação. Park  não interage muito com o pessoal no ônibus, porque ele não gosta do assuntos que rolam lá (ele não faz o tipo popular, mas tem muitos amigos). Eleanor não tem amigos na escola nova e sofre bulling todos os dias.   

tumblr_mlkxtux73h1s9nwv7o2_250 Todo dia no ônibus, Park percebe que Eleanor muito discretamente lê o gibi com ele, então começa a virar as páginas mais devagar para que ela possa acompanhar a leitura. Nos dias seguintes ele entrega gibis para ela ler em casa. O mais engraçado é que eles não conversam e ficam assim por dias…

Um dia Park puxa assunto e eles trocam pouquíssimas palavras, eles são tímidos mas gostam da presença um do outro. Em uma dessas conversas, olha que fofura, Park fala de algumas bandas e Eleanor conta que nunca ouviu. No dia seguinte ele grava uma fita, mas ela não aceita porque não tem onde ouvir, ele por sua vez empresta seu walkman , ela não aceita porque vai gastar pilhas, então ele pega todas as pilhas dos carrinhos e controles remotos e entrega a ela.

Tudo acontece tão naturalmente que não sei onde foi que o romance começou. É uma história envolvente e linda, do começo ao fim!

Eleanor tem um humor sarcástico, isso eu gostei nela. É também muito resistente ao relacionamento deles, talvez porque a vida pessoal dela seja muito complicada. O padrasto a expulsou de casa e ela ficou um ano morando na casa de uns amigos da mãe. A mãe é uma coitada, o pai pouco se importa com os filhos e sequer paga a pensão. Ter 16 anos e passar por tudo isso não é fácil.

Agora o Park…ahh o Park, pela primeira vez eu me apaixonei por um personagem. Ele entra de cabeça nesse amor por Eleanor, faz muitas declarações, está sempre presente, se preocupa e atédownload  dá uma voadora em quem mexer com ela! É um príncipe né.

Park disse tantas coisas bonitas para Eleanor que eu imagino o esforço que ela fez para não se entregar 100%. Ela mostrou gostar dele em vários momentos dizendo coisas lindas, mas é nítido que Park a amava mais. O esforço dele para mantê-la por perto, as perguntas que ele fazia tentando conhecê-la melhor e ela só escorregando, com medo que ele desistisse dela, com medo dele achá-la estranha. Que bobona.

Nossa que difícil escrever sobre eles.

Difícil também é me conter e não falar nada que comprometa sua leitura.

E o final, bom, ele vai destruir seu coração, vai deixar ele em pedacinhos. E você vai terminar querendo mais.

E também vai terminar a leitura querendo esmurrar Eleanor e a escritora. Não se faz isso com os leitores, coisa feia.

” Teve vontade de dar filhos a ele, além dos próprios rins” Eleanor

Eu me dei conta que eles estavam mesmo apaixonados quando Park pegou na mão de Eleanor, essa parte foi a melhor sem sombra de dúvida. E ao lembrar meus olhos ficam cheios de lágrimas.

“Quando tocou a mão de Eleanor, ele a reconheceu. Ele soube.” Park
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” Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo e completamente vivo.” Park

 

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 E tenho duas notícias boas! Ouvi boatos  que terá continuação e a  que vai virar filme! Meu coração não vai aguentar.

 Vou chorar no começo já.

❤ ❤ ❤ ❤

E essas ilustrações deles? Não tô resistindo em não compartilhar.

 

 “Mesmo estilhaçada em milhões de pedaços, Eleanor ainda sentia o toque de Park em sua mão. Sentia o dedão dele explorando-lhe a palma.” Eleanor.

 

” Não gosto de você. Preciso de você” Park

 

” Ele estava com o rosto muito perto do dela. Dava para beija-lo, ou dar-lhe uma cabeçada antes mesmo que ele tivesse a chance de se afastar” Eleanor

 

” Sinto sua falta Eleanor. Quero ficar com você o tempo todo” Park

 

“Se ela tinha saudade? Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele em volta dela feito um torniquete” Eleanor.

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  “Porque não importa pra mim, Park. Se você gostar de mim, eu juro por Deus, nada mais importa.” Eleanor
  “Eu te amo. E nem posso me imaginar não amando mais” Park

 

” Sempre que alguém na família dela brigava, a mãe começava a gritar: Na cabeça não, na cabeça não!” Eleanor

 

” Na próxima vez vou dizer somente: Eleanor, acompanha-me para dentro desse beco escuro, porque eu quero te dar um beijo” Park

 

 ” Eu…só não queria me despedir de você, Eleanor. Nunca mais” Park.

Ah tá parei ❤

E você já leu? Vai ler?

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

 

 

 

 

 

Update!

Meu Alzheimer atacou aqui rs

Ganhei esse livro da Natália, a parceira do blog. A dedicatória foi tão fofa e me fez rir vários momentos!

Natália, quando quiser me dar mais livros de presente, fica a vontade!rs

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Deprimida mais uma vez!

Vou parar de ler romance…

O pior é ter que fazer a resenha…coração tá machucado ainda rs.

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” Sempre que via Eleanor, ele não conseguia mais pensar em se afastar. Não conseguia pensar em mais nada. A não ser tocá-la. A não ser fazer qualquer coisa que pudesse ou tivesse de fazer para vê-la feliz.”

Resenha: O Seminarista, Bernardo Guimarães

Hoje o post é brasileiríssimo! Solta o play e lê o resumo!

 

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Titulo: O Seminarista    Editora: Rideel                  Páginas:  120              Ano: 1872

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Obrigado pelos pais a tornar-se padre, Eugênio procura esquecer Margarida. Mas o amor é mais forte e pode vencer todas as pressões. Nesta narrativa forte e comovente, o autor critica as imposições da sociedade patriarcal brasileira do século XIX.

 

                                                  

 

Esse livro faz parte da coleção que eu fui obrigada a ler na escola, e por sorte minha e do meu boletim eu gostei muito!

Ele tem uma leitura fácil, não é massante e conta uma história de amor impossível! Tudo o que uma adolescente de 16 anos precisa!rs

A história é sobre Eugênio, filho de família rica que se apaixona por Margarida, filha da empregada. Os dois cresceram juntos e o amor entre eles começou aí, na infância e se estendeu por toda a vida, mas é um romance proibido pois os pais de Eugênio já tinham traçado seu destino, ele seria padre, o que garantiria para a família um bom status na sociedade.

Com a mudança para o seminário, o casal sofre muito com a separação, e para amenizar a saudade começam a trocar cartas, cartas essas cheias de amor e carinho, o que é uma afronta para atual situação de Eugênio.

Para o azar do casal, um padre descobre a blasfêmia, castiga severamente Eugênio e conta a seus pais o ocorrido. Para colocar o filho no caminho religioso de vez, eles contam que Margarida se casou e mudou para outra cidade, mas a verdade é que Margarida e sua mãe foram expulsas da fazenda.

E…..chega de falar sobre o livro!!! Daqui a pouco eu conto tudo, ele é curtinho!

Posso garantir que dessa parte até o fim do livro, você  ficará preso na leitura e se surpreenderá com o final. É sério!

É tão bonito a forma com que eles começam a se apaixonar,  sem maldade, o amor entre eles nasceu naturalmente. *suspiros*

A história tem vários pontos interessantes, por exemplo, como a ascensão social era mais importante do que a felicidade e como a profissão dos filhos eram escolhidas mesmo que não houvesse vocação nenhuma…Eu lembro de uma passagem onde diz que o primeiro filho deveria ser médico, o segundo advogado e o terceiro padre (eu me daria mal em qualquer um hahaha).

Na época que o livro foi lançado, muitos trataram como uma afronta, pois o assunto principal era celibato e religião ( e muita gente ficou interessada em ler!rs). Naquele tempo tudo que envolvia religião instigava a curiosidade da população, e o autor, Bernardo Guimarães, se aproveitou disso para escrever o romance e torná-lo um sucesso.

E você já leu? Curtiu?

 Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Como eu era antes de você, Jojo Moyes

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Autor: Jojo Moyes       Editora: Intrínseca      Páginas: 320                Ano: 2013 

 Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

 “Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

 – Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.” – Will

Nossa difícil dizer minha opinião sobre um livro que passou como um furacão e deixou vários estragos..li em uma semana, e isso foi o suficiente para vários sentimentos tomarem conta de mim e eu nem estava de tpm!

É uma história bonita, triste, romântica, sensível, com um final que me espantou e que vai te prender do inicio ao fim. E posso dizer que não estava preparada para o estava por vir…

Will e Clark são pessoas tão diferentes que parece impossível eles terem se entendido. A química e simplicidade entre os protagonistas vai fazer com que você se apaixone, sorria e sofra junto com eles.

Comentei tanto sobre o livro enquanto lia, que sem querer, três pessoas se interessaram e vão ler também!

Vamos lá,

Clark trabalha em um café a tanto tempo que eu nem lembro agora pra te contar, mora com os pais, o avô,  a irmã e o sobrinho, eles são uma família bem típica, o pai trabalha a anos em uma fabrica e vive sob uma pressão constante achando que será demitido por causa da idade, a mãe é dona de casa e cuida do avô que sofreu um derrame, a irmã saiu da faculdade por causa da gravidez e hoje trabalha em um floricultura, eu não lembro de terem falado onde está o pai da criança…

Ah, Clark namora Patrick a seis anos e por incrível que pareça nunca falaram sobre casamento ou morar juntos. Patrick está mais interessado com o próprio corpo e com a maratona que vai participar do que com a namorada, e Clark é tão songa monga que não se importa com a falta de interesse do namorado.

Bom, o salário de todos é essencial para as contas da casa e quando o café onde Clark trabalha encerra as atividades ela se vê desempregada e sem nenhuma qualificação, o que leva a um certo “desespero” financeiro na família.

Quando surge a vaga de cuidadora temporária, Clark é relutante. Ela não sabe cuidar do avô, quem dirá “limpar a bunda de um estranho”, mas acaba aceitando pois o salário é bem acima da média, e praticamente a vaga é para ser  “babá”, para fazer companhia e ficar de olho no paciente. 

“Seu corpo era apenas uma parte do pacote completo, algo para se lidar de vez em quando, em intervalos, antes de voltarmos a conversar. Para mim, tinha se tornado a parte menos interessante dele” – Clark.

Will, o paciente e novo patrão de Clark, é um homem de 35 anos, muito bonito e que ficou tetraplégico em um acidente a dois anos atrás. Antes do acidente Will era CEO de uma empresa, um executivo muito competente e que vivia a vida com muita intensidade, sempre viajando, conhecendo coisas novas, praticando vários esportes…e o acidente acabou com a vontade de fazer qualquer coisa, até mesmo de viver.

O inicio do relacionamento com Will é bem complicado, já que ele não aceita essa atual condição e trata a todos com muita arrogância. Mas aos poucos os dois se aproximam e se tornam grandes amigos, inclinados a um algo mais. E essa amizade/amor transforma a vida deles, de um jeito muito especial eles aprendem uma valiosa lição e tudo muda…para sempre.

“– Não posso ser o homem que quero ser com você. (…) isso apenas se transforma… em outro lembrete do que não sou.” – Will

Durante a leitura eu senti raiva da Clark, ela não tem sonhos, projetos, interesses… para ela as coisas estão boas do jeito que estão, e assim ela vai levando a vida. A irmã é retratada como a inteligente da família, já que foi a única a ir para a faculdade. Constantemente Clark é afrontada com isso e por incrível que pareça ela aceita e não se ofende, o namorado está cagando e andando para ela, e ela não faz nada, é muito acomodada. Sabe, deu vontade de dar uns tapas nela.

Senti raiva da mãe do Will, ela coloca tanta pressão em Clark como se fosse a única responsável em trazer de volta a vontade de viver dele.

Também senti vontade de bater em Will, principalmente no fim do livro…mas ao mesmo tempo penso o que faria se fosse comigo ou com alguém próximo…é complicado mesmo. Mas foi o personagem que mais me identifiquei, ele é sarcástico, mal-humorado e instiga Clark a procurar um sentido para vida, ele faz de tudo para tira-la da zona de conforto.

“É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente.” – Will

É uma leitura recomendável, ela vai mexer com você com certeza, vai te fazer refletir sobre sua vida, vai te fazer chorar e se apaixonar.

Se você já leu, me conta o que achou!

Se não leu, tá perdendo tempo!

Beijo, outro tchau!

assinatura nova ana

Resenha: Vinte Garotos No Verão, Sarah Ockler

Capa

Autor: Sarah Ockler         Editora: Novo Conceito Páginas: 288                      Ano: 2014

Classificação 2/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse: 

Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas se perguntam quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, é esse o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você jamais esquecerá). As pessoas não querem saber que você jamais comerá bolo de aniversário de novo porque não quer apagar o sabor mágico de cobertura nos lábios beijados por ele. Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não. Que na primeira tarde de suas férias de verdade você se senta diante do mar, o rosto quente sob o sol, desejando que ele lhe dê um sinal de que está tudo bem.

“Reproduzi os eventos daquele dia centenas de vezes, procurando dicas.
Um fim alternativo. Um efeito borboleta.
Se Frankie e eu não tivéssemos tomado sorvete naquele dia estúpido,
ele ainda estaria vivo.
Se eu não tivesse atiçado seu coração, beijando-o todas as noites desde meu aniversário, ele ainda estaria vivo.
Se eu não tivesse nascido, ele ainda estaria vivo.
Se tivesse encontrado a borboleta que bateu as asas antes de entrarmos no carro naquele dia, eu a esmagaria.”

Levei um semestre pra ler esse livro e…nossa que livro chato!!!!!!

O titulo, a capa, a sinopse, tudo foi muito chamativo e me instigou, comprei e logo nas primeiras vinte páginas desanimei. A história é extremamente parada, cheia de dor, cheia de tristeza e que acabou me deixando de saco cheio com tanto nhem nhem nhem.

Sim eu tenho coração!

Mas não deu.

A história gira em torno dos personagens Anna, Matt e Frankie.  Matt e Frankie são irmãos, e Anna é a vizinha, eles cresceram juntos e são grandes amigos. Anna é apaixonada por Matt desde sempre, mas nunca teve coragem de se declarar. Então quando eles se declaram um ao outro, um trágico acidente acontece e muda para sempre a vida deles. A partir desse ponto é só luto, tristeza e bomba.

No ano seguinte a morte de Matt, a família de Frankie resolve fazer uma viagem para California na tentativa de voltar tudo ao normal, e Anna os acompanha. As duas combinam que esse será o melhor verão de todos os tempos e fazem um acordo: Elas vão conhecer vinte garotos no verão, um garoto em cada dia das férias.

Mas você acha que isso deixa o livro mais interessante?! Não! Até as minhas férias na casa da minha avó é mais divertida. Frankie na tentativa de superar a morte do irmão começa a agir de uma forma completamente diferente, como se tivesse adquirido outra personalidade pirigueti, Anna não faz nada para ajudar e fica lamentando, se sentindo uma pessoa péssima por não ter contado a ninguém sobre seu envolvimento com Matt e lembrando dos momentos juntos.

E quando o livro começa a ficar bom, quando começa a ter alguma ação, quando as pessoas resolvem reagir, ele acaba. *morri de ódio*

Não recomendo, por que além de triste, não passa nenhuma mensagem de força ou superação. É só uma história.

 

Mas me contem a opinião de vocês e as expectativas!

 Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana marys

Resenha: Metamorfose?, Gail Carriger

Metamorfose

Autora: Gail Carriger   Editora: Valentina Páginas: 320                 Ano: 2013

Classificação 3.5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Nesta deliciosa e maldita sequência da série iniciada com Alma?, Alexia Tarabotti se encontra envolvida, só pra variar, em um mistério sobrenatural.Alexia Maccon, a esposa do Conde de Woolsey, é arrancada do sono cedo demais, no meio da tarde, porque o marido, que deveria estar dormindo como qualquer lobisomem normal, está aos berros. Dali a pouco, ele desaparece – deixando a cargo dela um regimento de soldados sobrenaturais acampados no jardim, vários fantasmas exorcizados e uma Rainha Vitória indignada.  Mas Lady Maccon conta com sua fiel sombrinha, seus artigos da última moda e seu arsenal de respostas mordazes. Mesmo quando suas investigações a levam à Escócia, o cafundó do Judas onde abundam abomináveis coletes, ela está preparada e acaba provocando uma verdadeira reviravolta na dinâmica da alcateia, como só uma preternatural é capaz de fazer.  Talvez até encontre tempo para procurar seu imprevisível marido. Mas apenas se… lhe der vontade.

– Mas a senhora e Lorde Maccon se casaram por amor.

Ela suspirou.

— E como é que sabe?

— Ninguém mais o aguentaria.


Nessa sequência de
ALMA?, Alexia se vê envolvida em um mistério que está atingindo apenas os seres sobrenaturais. Todos eles não conseguem se transformar depois da chegada de um navio da alcateia de Woolsey.  Para ajudar, o Alfa da antiga alcateia de Conall que fica na Escócia, falece e seu marido precisa ir até lá e sem avisar a esposa!

Ao mesmo tempo  que Alexia tenta descobrir o que está causando a quebra da maldição nos sobrenaturais, ela tem que lidar com a ideia que alguém quer matá-la, com a irmã inconveniente que foi morar com ela, com uma inventora francesa suspeita que está com um interesse muito intimo nela e com sua melhor amiga apaixonada por um zelador de lobisomem.

Alexia continua com o temperamento forte, com frases engraçadas e muito apaixonada pelo marido.

Essa sequência tem muitos acontecimentos, viagens, namoricos e é bem mais movimentado que o primeiro livro, mas sinceramente eu achei a história chatinha, demora pra desenrolar e se comparado com o primeiro livro, não tem tantas frases engraçadas e momentos românticos do casal.

Mas é claro que eu indico, principalmente para quem se apaixonou por Alexia e Maccon. E sabe o melhor? Teremos continuação!

Já leu o livro? Me conte o que achou.

Não leu? Comente também!

Beijo, outro, tchau!

assinatura nova ana

Resenha: A Filha da Herege, Kathleen Kent

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Autor: Kathleen Kent      Editora: Nova Fronteira Páginas: 332                     Ano: 2010

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Em 1752, Sarah Carrier Chapman escreveu uma carta à sua neta revelando um segredo que havia guardado cuidadosamente por seis décadas. Era um relato assombroso sobre os horrores de uma aldeia da Nova Inglaterra chamada Salem e que obrigaram Sarah, na época com apenas dez anos, a tomar uma decisão que mudaria sua vida para sempre. Uma história assustadora de uma época onde não se podia confiar em ninguém: conspirações, traições, meias verdades e uma crença que domina as pessoas através do medo. Descendente direta de Carrier, a autora traz à vida a Nova Inglaterra puritana em seu período mais sombrio, assim como uma família unida pela confiança na verdade e pelo amor de seus membros uns pelos outros.

”  – E tudo isso está no seu livro vermelho grandão?
Ela segurou meu cotovelo com força e disse com rispidez:
   – Você nunca deve falar desse livro com ninguém, prometa-me agora mesmo que guardará segredo disso, inclusive dos seus irmãos. Prometa! “

A Filha da Herege é um romance forte e delicado ao mesmo tempo. Forte por tudo o que a família Carrier passou durante a suposta “caça as bruxas” em Salém e delicado ao ver o relacionamento de confiança entre mãe e filha.

O livro é uma carta que Sarah Carrier escreve para sua neta, contando a história de sua família. Na carta, Sarah conta que a caça as bruxas foi uma mentira criada pela igreja católica e como algumas pessoas foram guiadas pelo medo, superstição e a capacidade nata de fazer o mal e como sua infância foi marcada por perdas.

Muitas mulheres que conheciam a cura de algumas doenças/dores por ervas medicinais foram acusadas de bruxaria e a mãe de Sarah, a Sra. Martha Carrier, foi uma delas.

Martha era uma mulher de personalidade forte, que cuidava da família com o pulso firme e não se submeteu a tirania religiosa da época.

A parte mais chocante para mim foi quando a mãe de Sarah, estava no tribunal sendo julgada, pois a ex-empregada confirmou que viu Martha fazendo bruxaria (e ela é ex-empregada porque dormiu com um dos irmão de Sarah, a mãe não aceitou a situação e demitiu a moça, ela por sua vez ficou enfurecida e inventou essa história), e três mulheres fingem estar possuídas por demônios, fazem uma encenação ridícula e acusam-na de ter pacto com o satã. No fim quando ninguém mais está vendo, elas recebem dinheiro pela encenação. Qualquer desentendimento era motivo de acusar um e o outro de bruxaria, sendo criança, homem, mulher, todos estavam sujeitos a serem condenados a forca.

” No dia 20 de Julho, Mary Lacey prestou depoimento dizendo que realmente era uma bruxa, assim como sua mãe e sua avó. E que num sabá de feiticeiras feito a meia noite, o diabo prometeu que minha mãe seria a rainha do inferno. “

Eu fiquei com a impressão de que essa história realmente aconteceu, se alguém já leu e puder tirar essa dúvida, eu agradeço.

Eu gostei da narrativa e indico para todos.

Já leu o livro? Me conte o que achou.

Não leu? Comente também!

Beijo, outro, tchau!

assinatura ana

Resenha: O Silêncio das Montanhas, Khaled Hosseini

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Autor: Khaled Hosseini    Editora: Globo Livros Páginas: 348                      Ano:2013

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

O Silêncio das Montanhas traz como protagonista os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.

Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O Caçador de Pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.

Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo – de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia -, a história se expanda, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

“O tempo é como um encantamento. A gente nunca tem quanto imagina”

Um livro fantástico, envolvente, com uma história tocante.

Khaled Hosseini me surpreende mais uma vez e entra para a lista dos meus escritores favoritos.

A história é sobre dois irmãos com uma forte ligação, Pari e Abdullah que moram em uma aldeia na cidade de Cabul, são órfãos de mãe, moram com o pai e a madrasta num casebre muito simples. O pai se esforça para que eles tenham o que comer todos os dias. Logo no começo do livro eles são separados ainda crianças e passam a vida toda sentindo a ausência um do outro.

O livro conta ainda a história  de outros personagens que atingem a vida deles  direta/indiretamente, como a da madrasta e do tio, as histórias vão se cruzando no decorrer do livro e você acaba conhecendo profundamente todos os personagens e como as ações deles provocaram mudanças na vida dos irmãos.

Todos os personagens são interessantes, todas as histórias se ligam,  toda a história o leitor fica com o coração apertado, toda a história é fantástica. Fiquei com dó de terminar. Não tenho palavras suficientes para expressar o que senti durante a leitura.

Eu gostei muito do livro. O final  chega a ser dramático demais (tá, o livro todo é dramático, mas o final supera rs) deixando a sensação que a vida não é justa, mas não me arrependi de ter lido, aliás eu aconselho a leitura, é uma história bonita.

” Porque damos as costas à realidade quando ela se torna dura demais para aguentar?”

 

“A beleza é uma dádiva imensa e imerecida, distribuída aleatória e estupidamente.”

Já leu o livro? Me conte o que achou.

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