Resenha: Convergente, Veronica Roth

convergente

Autor: Veronica Roth      Editora: Rocco               Páginas: 528      Ano: 2013

Classificação 5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

“Será que poderei ser perdoada pelo que fiz para chegar aqui?
Quero ser.
Eu posso.
Eu acredito.”

Talvez se tudo fosse diferente, o agora seria diferente. Ideologias, valores, princípios e escolhas. Esta última te transforma, destrói, mas, sobretudo, te define. As coisas perdem o controle para aqueles que ultrapassam as barreiras da grande cidade de Chicago. Não apenas ao derredor, mas irão descobrir que perderam controle sobre eles mesmos.

“Talvez não tivéssemos nos sentido tão reprimidos…
Talvez tivéssemos nos tornado pessoas diferentes…
Talvez ele pudesse ser um homem amável se este fosse um lugar diferente…”.
“O que aprendi nos últimos dias me fez sentir que não há nada neste lugar que valha a pena salvar”.

Aqui temos dois personagens narradores: Tris e Tobias. Cada capítulo é alternado entre um e outro permitindo o leitor de se envolver à narrativa em diversos cenários. Estes estão transbordando de realidades impensáveis, instigando aos personagens a pensarem em remodelar todas as coisas que acreditavam ser únicas.

“(…) ainda estou viva, mesmo que seja neste lugar estranho, onde tudo em que eu acreditava está desmoronando. Mas ainda sei de algumas coisas. Sei que não estou sozinha, que tenho amigos e que estou apaixonada. Sei de onde vim. Sei que não quero morrer, e, para mim, isso já é alguma coisa”.

Tris se mostra mais forte do que nunca. Não me refiro apenas a sua força física. Ela suportou mortes, decepções, torturas, mentiras e sacrifícios. Seu orgulho totalmente explícito nos livros anteriores finalmente se transforma em discernimento, enquanto a sensatez de Tobias parece desfalecer.

Leitor, se você quiser saber o fim desta história, meu único conselho é: seja corajoso!

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

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Resenha: Insurgente, Veronica Roth

insurgente

Autor: Veronica Roth     Editora: Rocco             Páginas: 512               Ano:  2013

Classificação 5/5 ⭐️ 🚍

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Sinopse:

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Somente avance se você é Divergente.

Fogem-me as palavras. Com jeito majestoso, Veronica Roth nos dá uma sequência de perder a cabeça. É difícil um livro conquistar minha total atenção. Com este aqui aconteceu isso. Como eu trabalho durante o dia e estudo a noite, o meu tempo de lazer é curto, mas enquanto eu lia Insurgente, fiz esse tempo crescer e não me pergunte como. Eu queria ler toda hora, e descobri novas maneiras de aproveitar meu tempo que eu não havia percebido antes. O que eu quero dizer com tudo isso (com toda essa enrolação haha) é que a continuação chega a ser mais viciante que a primeira.

O início de Insurgente é exatamente o ponto em que a história parou em Divergente: Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter estão em um vagão de trem tentando fugir de traidores. Chegam então no complexo da Amizade, onde puderam então desfrutar de alguns momentos felizes, e até descontraídos, mas essa alegria dura pouco. Traidores da Erudição invadem o local, obrigando os nossos principais a correrem como loucos para escaparem. O que os leva a voltarem para dentro de um vagão de trem, cujo espaço era preenchido por algumas pessoas. Conseguem imaginar quem são? Ao que me concerne por hora, é que vocês saibam que tais pessoas são consideravelmente valorosas para a trama.

Tobias e Tris seguem em direção a sede da Franqueza para buscar pistas do que quer que esteja acontecendo. Lá eles são submetidos ao soro da verdade, uma substância capaz de suscitar a verdade de quem o tomar. Ao longo de cada sessão, segredos e medos dos dois são revelados e todos os membros da Franqueza que estavam na sala assistindo Tris e Tobias escutam tudo.

“Talvez eu não devesse sentir medo de falar nada, porque a honestidade vai fazer eu me sentir mais leve”.

Uma particularidade de Tris que para mim é de grande relevância é seu caráter egoísta, cujas práticas provindas de seu âmago são facilmente notórias em Divergente.

“- Eu não era boa o bastante para a Abnegação, e queria ser livre. Por isso escolhi a Audácia.
– Por que você acha que não era boa o bastante?
– Porque eu era egoísta”.

Em insurgente, Tris está muito solta, viciada em adrenalina, se tornando um estereótipo de facção, aspecto que não era seu. Chega ser estupidamente impetuosa. Abriu um abismo entre ela e Tobias, fazendo a cumplicidade que existia entre eles despedaçar aos poucos. Sua postura me incomodou além da medida. Entretanto, apesar de tanto agir como uma criança imprudente, a garota faz o certo tentando ser heroína, ou melhor, ser Insurgente.

“Ser cruel não torna uma pessoa desonesta, da mesma maneira que ser corajoso não faz ninguém gentil”.

Antes tarde do que nunca, Jeanine, como sabem, é quem está por trás de toda essa tramóia, mas saber o que ela está escondendo é o obstáculo.

“Eu costumava acreditar que é preciso ter malícia para ser cruel, mas isso não é verdade. Jeanine não tem o menor motivo para agir de maneira maliciosa. Mas ela é cruel porque não se importa com o que faz, desde que isso a fascine”.

Não posso dizer que fiquei feliz com o livro, quero dizer, há muito sofrimento envolvido. Pessoas pelas quais nós daríamos votos de confiança se revelam traidores. O mundinho por dentro da cerca está desabando. Engraçado como o desalento dos personagens toma conta da gente, e quando percebemos estamos tão apegados a eles. Quanto mais lermos sem pausa, mais envolvidos ficamos.

Esta saga é altamente recomendável para aqueles que conseguem extrair prazer em aventuras distópicas. Dou nota máxima para essa continuação. Minhas expectativas são altas para o desfecho em Convergente.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza

Resenha: Divergente, Veronica Roth

divergente

Autor: Veronica Roth            Editora: Rocco  Páginas: 504                       Ano:  2012

Classificação 4/5 ⭐️ 🚍

Á venda l Submarino l Americanas

Sinopse:

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

“Não devemos dar atenção a tais diferenças, ou elas nos dividirão”

A primeira coisa que eu preciso dizer sobre o livro é que ele é viciante! É como uma obsessão (essa foi forte haha). De início eu não dei nada para a história. Tinha um ano que eu fiquei vigiando o preço abaixar, e quando finalmente abaixou, comprei a trilogia: Divergente, Insurgente e Convergente. A capa é tão basiquinha, tão ordinária que influenciou a minha vontade de não ler. Fiquei um mês com o livro na estante. Não comecei a leitura com entusiasmo, até porque não sabia absolutamente nada da saga. Nem mesmo a orelha do livro eu li. A única finalidade do interesse no livro foi pelo seu repertório de vendas.

Vamos falar um pouquinho sobre o livro. Sei que já foi lançado há um tempo (temos até uma adaptação cinematográfica), todavia, livros são eternos. Também sei que há muitas resenhas sobre ele, então não vou me alongar naquilo que é óbvio que todos sabem.

Nós temos 5 facções nessa nova cidade de Chicago: Amizade, Erudição, Abnegação, Franqueza e Audácia. São divididas assim porque cada pessoa é designada a seguir uma linha de pensamento. Essa linha de pensamento é bem limitada, de modo que, por exemplo, os integrantes da Erudição vão buscar conhecimento, entendimento, estudo, e os da Franqueza sinceridade, lealdade, verdade. Aqueles que têm seus pensamentos direcionados para vários lados são chamados Divergentes. Alguns líderes se assustam com a abrangência de decisões, sentimentos e ideias, por isso que pode ser perigoso saber da existência de algum. Ao completar 16 anos, o adolescente é submetido a um teste que o ajudará a escolher uma facção. A maioria escolhe a facção de seus pais, outros se desertam e escolhem uma facção diferente do berço onde nasceu. Foi o que aconteceu com Beatrice Prior e seu irmão Caleb Prior. Os dois nasceram na facção da Abnegação, a facção que tem a responsabilidade de governar. Um detalhe importante é que o pai deles faz parte da liderança, do governo. Com esse desvio, Caleb para Erudição e Beatrice para Audácia, as pessoas começam a duvidar do modo de ensino, educação e ética da Abnegação. Caleb ter saído da Abnegação e escolhido a Erudição não é excessivamente questionável, mas uma Careta (assim que chamam os integrantes da Abnegação) escolher a Audácia é imensamente questionável. A Abnegação, uma facção altruísta, bondosa, caridosa, humanitarista e compadecida.

O fato é que Tris não era abnegada. Não consegui perceber no filme, mas no livro ela tem uma personalidade muito forte, e é extremamente orgulhosa, porém não deixa de ser muito corajosa. Sempre aparentou ser do contra, queria ser livre e poder fazer o que quisesse, sem se preocupar em estar infringindo alguma regra da Abnegação. Quatro, seu instrutor, já a avaliou como “dura como pedra”. Seu parecer físico não se enquadra com o tamanho de seu ego.

“O abismo serve para nos lembrar que há um limite tênue entre a coragem e a estupidez”

Partindo para quando Tris escolhe a Audácia. Ela segue, após a cerimônia da escolha, para o complexo da facção junto com os novos iniciandos. Foi somente a liberdade que eles emanavam que a fez se atrair pela Audácia. Ao se deparar com os testes de iniciação, é defrontada com a notícia de que se não for bem nos testes, ela seria cortada do rol dos iniciandos e se tornaria uma sem-facção. Essa não foi a pior parte. Mal sabia ela que os testes seriam brutais. Seu conceito de liberdade, coragem e proteção se deturpou ao ter que lutar até não poder mais com outros iniciandos para passar nos testes. Apesar disso, a Audácia já foi uma facção mais justa. Há seis anos atrás, alguns líderes mudaram o método de treinamento o tornando mais competitivo e feroz. Impressiona-me como a maldade é incrivelmente distorcida com a coragem.

“A razão humana é capaz de justificar qualquer mal; é por isso que não devemos depender dela”.

A partir daí, o leitor é quem fica responsável pelo resto da história. Eu só tenho agora que parabenizar a autora que nos deu a oportunidade de desfrutar de uma aventura que mexe com a gente. E claro que eu não ficaria sem falar um pouquinho do Quatro. Não quero estragar a surpresa de ninguém, mas ele é maravilhoso com todas as letras. (Acreditem!) Fiquei com um pé atrás da orelha quanto ao ator que o interpretaria, porém, quando eu o vi dando vida a esse personagem, todas as minhas especulações de desconfiança se dissiparam. Eu não posso e nem conseguiria falar o quanto ele é apaixonante. Vocês meninas devem ver isso por si só.

Nunca pensei que Divergente seria tão majestoso quanto Jogos Vorazes, porque convenhamos, não é? No entanto, é indispensável deixar bem claro que as duas sagas podem ser comparadas em certos pontos, mas eu já acho que são mínimos. Não temos um triângulo amoroso, Katniss e Tris são bem diferentes, devo dizer que o cenário aqui comparado é menos “tenso” que em JV, o inimigo não é o líder político, porém tem a ver com ideais poderosos, e por assim vai. Se eu continuar a escrever, darei spoiler. A verdade é que a trilogia de Veronica Roth tem tudo para ser um grande sucesso, tanto quanto Jogos Vorazes. Afinal, não há dúvidas que se uma nova trilogia com um quadro revolucionário aparecer por aí será comparada à majestosa trilogia de Suzanne Collins.

Por último, e não menos importante, destaco aqui que, assim como muitas adaptações, desencontramos no filme certos momentos do livro. Mas devo dizer que mesmo assim ele não perdeu sua essência, até porque o filme é 10.

Bom, espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês.

Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

assinatura nova luiza